Pequeno Estudo da Sílaba (Sexto Ano)
Pequeno Estudo da Sílaba
VOGAIS
Em português, toda sílaba tem pelo menos uma vogal. As vogais são os
sons produzidos por uma corrente de ar que passa livremente pela boca; elas são
representadas pelas letras: “a”,
“e”, “i”, “o”, “u”.
Os sons vogais são pronunciados com mais ou com menos força. Quando são
pronunciados com mais força, são chamados de vogais. Quando são pronunciados com menos
força, são chamados de semivogais.
Paraguai – na sílaba -guai, temos: “u” (semivogal),
“a” (vogal) “i” (semivogal).
Loucura – na sílaba -lou, temos: “o”
(vogal), “u” (semivogal)
Leitura – na sílaba -lei, temos: “e”
(vogal), “i” (semivogal)
cão – na sílaba -cão, temos: “ã” (vogal
nasal), “o” (semivogal)
As semivogais sempre acompanham alguma vogal, com a qual
formam uma sílaba. Portanto, nunca haverá uma sílaba com apenas
uma semivogal. A letra “a” sempre é uma vogal.
Quando há o agrupamento de dois ou mais sons vocálicos em uma
palavra, temos um encontro
vocálico, que pode ser de três tipos (hiato,
ditongo, tritongo):
Hiato
(encontro de duas vogais em sílabas
diferentes):
ciúme: ci-ú-me
Ditongo
(encontro, na mesma sílaba, de uma
vogal e uma semivogal; também pode ser de uma semivogal e uma vogal):
saudade: sau-da-de; água: á-gua
Tritongo
(encontro, na mesma sílaba, de uma
semivogal, uma vogal e uma semivogal):
Uruguai: U-ru-guai
IMPORTANTE. Em uma mesma palavra pode
haver mais de um encontro vocálico – areia: a-rei-a
CONSOANTES
Temos 19 consoantes na língua
portuguesa: B, C, D, F, G, J, K, L, M, N, P, Q, R, S, T, V, W, X, Z.
A letra “H” não é considerada consoante, porque sozinha não produz som.
A letra “Y” é considerada como sendo uma vogal (vem do alfabeto grego e mantém
o som da vogal “i”; quando alguma palavra estrangeira com “Y” se incorpora à
língua portuguesa, ela passa a ser grafada com a letra “i”: ioga, iene). A
letra “K” é considerada uma consoante, no caso de palavras como “Kuwait”.
Assim como as vogais, as consoantes são os fonemas que
produzimos para pronunciarmos “os sons” do nosso idioma. Para fazermos os sons
das consoantes, precisamos de lábios, dentes, língua, palato (céu da boca), véu
palatino (parte de trás do céu da boca), úvula (“sininho” da garganta). As
consoantes, quando associadas às vogais, formam uma sílaba.
O agrupamento de duas ou mais consoantes, sem vogal intermediária,
recebe o nome de encontro
consonantal. Quando duas letras se encontram na
mesma palavra e representam um único som, temos um dígrafo.
Encontro consonantal:
junção de duas ou mais consoantes na mesma palavra.
= As
consoantes “l” ou “r” numa mesma sílaba: pe-dra, pla-no, a-tle-ta, cri-se.
= Duas
consoantes de sílabas diferentes: por-ta, rit-mo, lis-ta.
= No
início das palavras (são inseparáveis): pneu, gno-mo, psi-có-lo-go.
Dígrafo: junção, na
mesma palavra, de duas letras formando um único som.
= Na
mesma sílaba: fe-cha-du-ra, ver-me-lho, so-nho, que-ri-da, fo-gue-te
= Em
sílabas diferentes: pas-sa-do, ci-gar-ra, cres-ci-men-to, des-ço, ex-ce-to
OBSERVAÇÕES: as letras “gu” e “qu” formam dígrafos quando, seguidas de “e”
ou “i”, representam os sons de “g” e “k”: guitarra, aquilo (nesses casos, a letra “u” não corresponde a nenhum
fonema). Em algumas palavras, no entanto, o “u” representa um fonema semivogal
ou vogal (aguentar,
linguiça, aquífero). Nesses casos,
“gu” e “qu” não são dígrafos: formam um ditongo com a vogal seguinte.
Prof. Jorge de Lima. PMI. 1T2025. Versão
simplificada.
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